Quem mora em aparamento e tem ou quer ter cachorros, deve ficar atento para não entrar nesta estatística.
A pedido do G1, o Kennel Club Brasil elaborou uma lista com as raças que se adaptam melhor dentro de apartamentos.
Segundo a diretora técnica do Kennel Club Brasil, Maria Lucia Rodrigues Pereira, os cães que têm menos problemas para se adaptar em espaços menores são os de pequeno porte. “Os grandes sofrem muito, principalmente se já moraram em lugares maiores. Eles podem ficar muito estressados e precisam passear de seis a sete vezes por dia”, disse.
Maria Lucia indicou 10 raças que acredita serem as mais adequadas para apartamentos. Ela explica que, além de serem pequenos, podem ficar com a tosa curta e não têm o hábito de latir.
Confira o padrão que a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) estabeleceu para cada raça indicada.
Os Bulldogs são cães de companhia.
O país de origem da raça é a França.
O peso pode variar de 8 kg a 14 kg .
São particularmente afetuosos com seus donos e com crianças.
Seu aspecto é muito musculoso, com estrutura compacta.
Também são cães de companhia.
O peso da raça varia entre 1,5 kg e 3 kg.
Podem ter o pelo liso e curto ou longo e ondulado.
Têm origem na Inglaterra.
Variam de 25 cm a 30 cm. Podem pesar até 6 kg.
Corajosos, amigáveis e de confiança.
São cães de companhia.
A estatura da raça varia entre 25,4 cm para os machos e um pouco menos para as fêmeas.
A raça é alegre e segura de si. Alerta e estável.
São desconfiados com estranhos.
São cães de pastoreio, com origem na Grã-Bretanha.
Os machos chegam a 37 cm e as fêmeas, um pouco menores, a 35,5 cm.
São muito receptivos com o dono, mas mais reservados com estranhos. Não são nervosos.
Foto: Divulgação/Canil Mordoff
(Foto: Divulgação/Canil Mordoff)
De origem francesa.
O tamanho dos Poodles Toys é acima de 24 cm e vai até 28 cm.
Têm pelagem encaracolada.
De aspecto inteligente, estão constantemente em alerta.
Dão impressão de elegância.
São ótimos cães de companhia.
Ficam com cerca de 26 cm e o peso ideal varia entre 4,5 kg e 7,3 kg.
Têm pelo longo e liso.
Também são inteligentes e carinhosos.
São cães de companhia.
Podem apresentar várias estaturas.
Os tamanhos menores são o Spitz Anão, que chega a 20 cm, e o Pequeno, que chega a 26 cm.
Enquanto o Spitz alemão pode aparecer em cores mescladas, o japonês será sempre branco. A estatura dele varia de 30 cm a 38 cm.
É dócil e fácil de ser treinado. São bons cães de guarda. São robustos.
Longevidade é um dos atributos mais importantes.
Foto: Divulgação/Canil Blanc dAurillac
(Foto: Divulgação/Canil Blanc dAurillac)
Características
Possuem ar maroto.
O temperamento é vivaz, alegre e corajoso.
A raça é independente, mas afetuosa.
Saúde
“Para garantir a saúde do cão é necessário ter em dia a vacinação, o uso do vermífugo e a boa alimentação”, afirmou o Ailton Blois, veterinário do Kennel Clube Paulista. Além dos três pontos, o veterinário também recomenda que os donos de raças de pequeno porte fiquem atentos ao manuseio dos cães. “Eles sofrem fraturas com mais freqüência que os grandes”, disse o veterinário.
Mesmo os cães pequenos precisam passear. A recomendação do veterinário Ailton Blois é que o dono saia com o cachorro duas vezes por dia, pela manhã e à noite. “Ficando muito tempo dentro de casa eles podem ficar estressados e ter alguma doença por conta disso. O problema mais comum é o de pele”, disse.
Ainda segundo Blois, cães estressados costumam fazer ‘desaforos’, como fazer as necessidades fora do lugar.
A veterinária Junia Menezes, da Universidade Federal de Minas Gerais, reforça que cachorros de grande e médio porte têm tendência a apresentar problemas locomotores em decorrência da falta de espaço e dos pisos lisos do apartamento.
Latido
O problema com o latido não pode ser resolvido, mas pode ser minimizado com alguns cuidados. “Geralmente os cães não gostam de ficar sozinhos. Algumas raças são mais independentes, mas as que não são, ao se verem sozinhos, latem ainda mais”, afirmou a veterinária Junia.
Uma solução sugerida pelo veterinário Blois é sempre deixar algum brinquedo para distrair o cachorro. “Se o cachorro tiver que ficar sozinho, o dono deve pelo menos deixar brinquedos. Isso distrai o cão por algum tempo, mas a educação dele também conta”, disse.
Depois de escolher a raça, a veterinária Junia Menezes recomenda outras atenções. “Se os donos não pretendem cruzar o cachorro quando ele chegar na fase adulta, o melhor é castrá-lo. Isso evita doenças e surpresas, como uma possível cria”, afirmou.
Ela também afirmou que as fêmeas se adaptam melhor em lugares pequenos. “Como o macho tem a necessidade de marcar território, é mais provável que eles façam as necessidades no pé dos móveis ou em outros lugares indesejáveis.”














